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Valorização da vida | |||||||||||||
— Meu filho, o que adianta você ganhar tanto dinheiro se não tem tempo para mais nada? A riqueza material não é tudo na vida! Você tem saído para se divertir um pouco? Tem orado?
Ao que Américo retrucava, dando uma risada:
— Papai, o dinheiro não é tudo, mas compra qualquer coisa. Preciso construir meu futuro enquanto sou jovem! Não se preocupe, quando sobrar tempo eu faço uma prece. Quanto a divertimento, o trabalho já me dá muita satisfação.
O pai olhava-o, sério, cheio de piedade.
Algum tempo depois, Américo conheceu Celeste, uma moça muito bonita, e em pouco tempo estavam casados. Logo nasceu Aline, um lindo bebê.
Aline foi crescendo em graça e beleza, para encanto de todos. Todavia, apesar de amar muito a filha, Américo não tinha tempo para ela nem para a esposa.
O avô era o grande companheiro e amigo de Aline, pois, quando a menina pedia para o pai levá-la para passear, ele respondia:
— Não posso, filhinha, preciso trabalhar. Mamãe ou vovô levam você, está bem?
A menina ficava triste porque amava profundamente aquele pai que nunca tinha tempo para ela.
Embora sua opinião não tivesse valor para o filho, Antonio certa ocasião lhe disse:
— Meu filho, a vida está passando e você nem percebe. Não encontra tempo para nada, nem para sua família, nem para a religião e muito menos para você. Jesus foi bastante claro quando disse: Que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? [1]
Mas Américo ouvia o pai sem dar importância às suas palavras. Um dia Aline queria ir ao cinema e o pai não pôde levá-la. Como Celeste estivesse ocupada, o avô acompanhou a neta. Porém, mal tinham saído de casa, quando ao atravessar uma avenida, veio um carro em alta velocidade, passou pelo semáforo com o sinal fechado e atropelou Aline, que foi arremessada para o alto, caindo no asfalto. O avô, ao perceber que o carro ia avançar o sinal, ainda tentou segurá-la, porém não deu tempo.
— Doutor, faça tudo o que puder por minha filha. Dinheiro para nós não é problema. Eu pago o que precisar para que minha filha fique boa! Qualquer quantia!
— Acalme-se, Américo. Dinheiro não é tudo na vida. Acabei de examiná-la. A menina precisa ser submetida a uma cirurgia. Depois voltarei a falar com vocês — disse o médico, encaminhando-se rapidamente para o centro cirúrgico.
Aproveitando que estavam sozinhos, Américo perguntou ao pai como acontecera o acidente e Antonio contou, finalizando:
— Não deu tempo para nada, filho! Foi tudo muito rápido! Vamos orar. Confio que Deus, que é Pai, não deixará de nos socorrer nesta hora de grande aflição.
Américo ouviu, mas manteve-se calado. Havia tantos anos que não orava que nem sabia mais como fazer uma prece! Naquela sala de espera, enquanto aguardava, Américo começou a falar em voz alta, chorando:
— Que adiantou trabalhar tanto, sacrificar-me, ganhar tanto dinheiro, se agora posso perder minha filhinha querida, o sol da minha existência? Se ela morrer, nada mais vai me importar. Nada.
Algum tempo depois, o médico voltou informando que a cirurgia fora um sucesso, que Aline estava bem e logo poderia ir para o quarto. Eles agradeceram ao médico e se abraçaram, aliviados e felizes. Na manhã seguinte, o pai beijou Aline e disse:
— Filhinha, perdão por todas as vezes que não lhe dei atenção. A partir de hoje, vou dedicar-me mais à nossa família, que é tão importante e que eu relegava ao abandono correndo atrás de dinheiro. Tudo vai mudar, eu lhe prometo!
Abraçaram-se, emocionados, e Américo pediu:
— Vamos orar a Jesus para agradecer-lhe por ter atendido nosso pedido?
MEIMEI
(Recebida por Célia X. de Camargo em Rolândia-PR, aos 28/01/13.)
http://www.oconsolador.com.br/ano6/299/espiritismoparacriancas.html
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" A missão do Espiritismo é Evangelizar! Quando Ensina - Transmite! Quando Educa - Disciplina! Quando Evangeliza - Salva!" Amélia Rodrigues
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
História
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
História - A Pedra no Caminho
A PEDRA NO CAMINHO
Conta-se que um rei, que viveu num país além-mar, há muito tempo, era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos ao seu povo.
Frequentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis. Mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.
Nada de bom pode vir a uma nação - dizia ele - cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas.
Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.
Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que levava para a moagem na usina.
Quem já viu tamanho descuido? Disse ele contrariado, enquanto desviava sua carroça e contornava a pedra.
Por que esses preguiçosos não mandam retirar esta pedra da estrada?
E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma de seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia da sua cintura.
Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra e não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento.
Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que, insensatamente, haviam largado aquela pedra imensa na estrada.
Então, ele também se afastou sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
E assim correu o dia...
Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra no meio da estrada, mas ninguém a tocava.
Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho, mas disse a si mesma:
Já está escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho.
E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar.
Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra. Ergueu-a. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.
Ela a abriu e descobriu que estava cheia de ouro.
O rei então apareceu e disse com carinho:
Minha filha, com frequência encontramos obstáculos e fardos no caminho.
Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles, se assim preferimos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam.
A decepção, normalmente, é o preço da preguiça.
Então, o sábio rei montou em seu cavalo e, com um delicado boa noite, retirou-se.
* * *
Não há dor sem causa nem lágrimas sem procedência justa. Nossos obstáculos de agora foram tecidos por nós mesmos. Tenhamos, pois, a coragem de eliminá-los a golpes de esforço próprio, baseados na caridade, que é luz acesa em nosso roteiro de ascensão para Deus.
Redação do Momento Espírita
Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/outros-temas/a-pedra-no-caminho-historia-infantil/#ixzz2APPUXVQ8
Frequentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis. Mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.
Nada de bom pode vir a uma nação - dizia ele - cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas.
Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.
Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que levava para a moagem na usina.
Quem já viu tamanho descuido? Disse ele contrariado, enquanto desviava sua carroça e contornava a pedra.
Por que esses preguiçosos não mandam retirar esta pedra da estrada?
E continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma de seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia da sua cintura.
Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra e não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento.
Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que, insensatamente, haviam largado aquela pedra imensa na estrada.
Então, ele também se afastou sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
E assim correu o dia...
Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra no meio da estrada, mas ninguém a tocava.
Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho, mas disse a si mesma:
Já está escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho.
E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar.
Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra. Ergueu-a. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.
Ela a abriu e descobriu que estava cheia de ouro.
O rei então apareceu e disse com carinho:
Minha filha, com frequência encontramos obstáculos e fardos no caminho.
Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles, se assim preferimos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam.
A decepção, normalmente, é o preço da preguiça.
Então, o sábio rei montou em seu cavalo e, com um delicado boa noite, retirou-se.
* * *
Não há dor sem causa nem lágrimas sem procedência justa. Nossos obstáculos de agora foram tecidos por nós mesmos. Tenhamos, pois, a coragem de eliminá-los a golpes de esforço próprio, baseados na caridade, que é luz acesa em nosso roteiro de ascensão para Deus.
Redação do Momento Espírita
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
História - Brigas
Brigas nunca mais
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Hélio e Alan, colegas de classe, estavam tendo muitos problemas na escola. Não se entendiam e viviam sempre discutindo. Acabavam brigando e ficando sem conversar por muitos dias. Depois, o mal-estar passava e eles faziam as pazes. Logo, porém, se desentendiam de novo e o problema continuava.
— Ai! Minha testa!...
Ao ver o amigo com a testa ensanguentada, Alan se arrependeu. Na verdade, ele não tinha pensado que poderia machucar o amigo. Ao sentir-se ferido, Hélio ficou com raiva e foi atrás dele, dando-lhe um empurrão.
— Ele foi embora, professora, mas está com a testa ferida – informou uma das alunas, contando o que tinha acontecido.
A professora, muito contrariada pelo comportamento dos dois alunos, decidiu:
— Depois vou ter uma conversa com eles. Agora, é preciso atender Alan.
Ela abaixou-se e examinou a perna de Alan, que continuava no chão, sem conseguir se levantar. Decidiu levá-lo ao hospital mais próximo para que fosse examinado por um médico.
Carinhosa, a mãe trouxe-lhe um lanche de que ele gostava muito, porém o menino não quis comer. No dia seguinte, ele continuava do mesmo jeito. Ao vê-lo tão calado e tristonho, a mãe perguntou:
— Por que está assim, meu filho? Isso não foi nada, logo sua perna vai ficar boa de novo!
Com lágrimas nos olhos, Alan disse:
— Mamãe, não estou conseguindo fazer prece.
A mãe chegou perto dele e abraçou-o:
— Quer me dizer o que está acontecendo?
E o garoto, em lágrimas, confessou:
— Mamãe, eu não consigo me perdoar. Fui eu que comecei a briga e, estava com tanta raiva do Hélio, que peguei meu estilingue e atirei uma pedra nele. Ao vê-lo com a testa ferida, escorrendo sangue, me arrependi do que tinha feito, mas não tinha mais como consertar!
— E foi aí que ele empurrou você, que caiu e quebrou a perna.
— Isso mesmo.
A mãe ficou pensativa por alguns segundos, depois considerou:
— Sabe, meu filho, você não consegue fazer prece porque não se perdoa pelo que fez ao seu colega. Jesus ensina que, antes de orar, é preciso fazer as pazes com aquele irmão que tem algo contra nós. Porque só assim nossa consciência ficará em paz e conseguiremos fazer uma oração verdadeira.
Alan balançou a cabeça, concordando.
No dia seguinte, Alan quis ir à escola e a mãe o levou. Entrando na sala, os colegas e a professora ficaram admirados por vê-lo ali, de muletas. Muito sério, Alan disse:
— Professora, posso dizer algumas palavras?
— Claro, Alan.
Ele pareceu pensar um pouco, enquanto passava os olhos pela turma toda, depois começou:
— Quero pedir perdão ao Hélio por ter atirado uma pedra nele e machucado sua testa. Entendo que a reação dele foi uma resposta à minha atitude. Hélio, ambos poderíamos ter nos causado muito mal, por isso peço-lhe perdão pela minha atitude. Quero que sejamos amigos. Nada justifica ficarmos brigando por coisas pequenas, quando podemos conversar e nos entender, pois uma agressão gera outra, outra e mais outra, e não terá fim, a não ser que coloquemos ponto final nas brigas, passando a sermos amigos de verdade.
Hélio, que ouvia emocionado as palavras de Alan, levantou-se e disse:
— Também tenho que lhe pedir perdão, Alan. Afinal, você está de muletas por minha causa! Mas eu sempre lhe quis bem, apesar das nossas desavenças. Que tudo isso fique no passado.
Ambos trocaram um abraço selando a amizade que prometia ser forte e duradoura, iniciando uma nova fase de paz e entendimento.
A classe inteira comemorou, aliviada, batendo palmas de alegria.
MEIMEI
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
História

O BURRO DE CARGA
(Do livro Alvorada Cristã, Francisco C. Xavier, pelo espírito Neio Lúcio)
No tempo que não havia automóveis, na cocheira de famoso palácio real um burro
de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias dos companheiros de cocheira.
Reparando-lhe o pelo mal tratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça
tristonha e humilde, aproximou-se famoso cavalo árabe, que se fizera detentor de vários
prêmios, disse, orgulhoso:
- Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição nas corridas? Sou
acariciado por mãos de princesas e elogiado pelas palavras dos reis!
- Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa - como conseguirá um burro
entender o brilho das apostas e o gosto da caça?
O infortunado animal recebia os sarcasmos resignadamente.
Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:
- Há dez anos vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos de bruto amansador.
É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com coice. Não nasceu senão para
cargas e pancadas.
Nisto, admirável jumento espanhol acentuou sem piedade:
- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco,
inútil... Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas se me constrangem,
recuso-me 'a obediência, pinoteio e sou capaz de matar.
As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto,
em companhia do chefe das cavalariças.
- Preciso de animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca -
animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.
- Que tal o árabe, majestade? - o empregado perguntou.
- Não, não - falou o soberano - é muito altivo e só serve para corridas em festejos
oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês?
- De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- Não deseja o húngaro?
- Não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas pastor de rebanho.
- O jumento serviria?
- De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o monarca perguntou:
- Onde está o meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o entre os demais. O próprio rei puxou-o
carinhosamente, mandou equipá-lo e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem
www.perfilpedagogico.com.b
segunda-feira, 26 de março de 2012
História - Onde Estão Seus Móveis?
Olá amigos!! Hoje apresentamos um texto que poderá ser adaptado a várias idades, trabalhando temas como: imortalidade, reencarnação, desapego, etc Vamos lá?!! Bom Trabalho!!No século passado, um turista americano foi ao Cairo visitar o famoso rabino polonês Hafez Ayim. O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros, onde as únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco. -Rabi, onde estão seus móveis? - perguntou o turista. - E onde estão os seus? - respondeu Hafez. - Os meus? Mas eu somente estou aqui de passagem! - Eu também - disse o Rabino.
www.outroladohomepage.com.br
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Histórias - Avareza - Apego
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O cofrinho
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André, de apenas sete anos, ganhou um pequeno cofre no formato de um porquinho. A partir desse dia, começou a guardar as moedas que ganhava. Sabendo disso, sempre que lhes sobrava alguma moeda, os pais e avós a davam ao menino.
André sentiu muita pena dessas pessoas. Quando passaram por sua casa recolhendo auxílio para os flagelados, o garoto pensou que gostaria de ajudar, mas não tinha nada!...
A mãe, recebendo os visitantes informou:
— Quero muito colaborar, porém, no momento aceitem estas peças de roupas.
— Obrigado, senhora. Serão muito úteis! — respondeu o homem com um sorriso.
André, que ouvia a conversa, lembrou-se do seu cofrinho. Ele tinha dinheiro! Correu até o quarto e, tirando o porquinho de cima da mesinha, notou como estava pesado.
Saiu do quarto arcado sob o peso do cofre, quando de repente parou, pensando: Mas essas moedas são tudo o que eu tenho!... Vou dá-las todas?!... — e fez meia volta, deixando o cofre onde estava.
Naquela noite, a família reuniu-se para o Evangelho no Lar, e a lição era sobre a avareza.
— Papai, o que quer dizer avareza? — André perguntou, curioso.
— Avareza, meu filho, é o apego excessivo que certas pessoas têm ao dinheiro.
Após a leitura, passaram aos comentários. O menino voltou a indagar, preocupado:
— Papai, então o dinheiro é ruim?
— Não, meu filho. O dinheiro é neutro: nem bom nem ruim. Depende do uso que façamos dele. É mau quando leva ao crime, aos vícios e tudo o que seja negativo. Mas também é bom, pois ajuda a construir escolas, hospitais, pontes, socorrer pessoas. Quando guardamos o dinheiro sem objetivo, ele torna-se um peso.
— Ah!... Então não podemos guardá-lo? — tornou o menino.
— Podemos sim, André. O dinheiro que conseguimos economizar é esforço que fazemos pensando no futuro. No entanto, meu filho, as moedas que não nos fazem falta podem representar uma bênção de Deus para os que necessitam.
— Entendi, papai. É como se Deus, através das nossas mãos, tivesse lhes entregado!
— Isso mesmo, filho.
— Mas se o dinheiro foi presente de outras pessoas, mesmo assim podemos doar?
O pai entendeu onde o filho queria chegar e esclareceu:
— Sem dúvida, André! Quando ganhamos algum presente, ele passa a ser nosso e podemos utilizá-lo como acharmos melhor.
— Ah!... — André calou-se, pensativo.
A reunião foi encerrada com uma prece. Após ligeiro lanche, foram dormir. O menino estava todo animado, desejando que chegasse o dia seguinte.
Mal um raiozinho de sol entrou pela sua janela, André acordou. Arrumou-se, pegou o cofrinho e saiu de casa, tomando o rumo da escola onde as pessoas estavam abrigadas.
Entrando na quadra coberta, ficou muito triste ao ver quanta gente ali estava dormindo no chão: havia crianças, jovens, adultos e idosos. As famílias se mantinham unidas, mas a tristeza era grande e muitos choravam.
Todos sorriram e o pai, emocionado, ao ver o peso das moedas, agradeceu o presente. Perguntou-lhe o nome, depois se apresentou, estendendo a mão:
— Eu sou Afonso. Muito obrigado, André, pela sua ajuda! Você não sabe quanto isso representa para nós! Foi Deus que o mandou aqui!...
Os olhos de André umedeceram diante daquelas palavras.
Afonso pareceu pensar por alguns instantes, depois considerou:
— André, se não se importa, eu vou entregar este tesouro que nos deu para a equipe que está nos ajudando. Assim, sua dádiva servirá para comprar comida para todos. Tudo bem?
André sorriu, concordando. Embora criança, notou a grandeza de alma de Afonso que, preocupado com os demais flagelados, não queria se beneficiar sozinho daquilo que recebera.
Após conversar um pouco com a família, o garoto despediu-se prometendo retornar. Pelo tamanho da necessidade daquelas pessoas, decidiu que voltaria trazendo-lhes tudo o que pudesse conseguir. Além disso, pretendia também pedir nas casas, colaborando na coleta a favor dos necessitados.
André voltou para casa sentindo-se aliviado. Não apenas suas mãos estavam livres de um peso. Sentia o coração também mais leve.
E, lá no fundo do peito, ele notou que um calorzinho gostoso se espalhava por todo o corpo enchendo-o de bem-estar e alegria por ter realizado uma boa ação.
MEIMEI
(Recebida por Célia X. de Camargo, em Rolândia-PR, em 30/01/2012.)
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