domingo, 13 de julho de 2014

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Trabalhos manuais


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Música - A Terra é uma Escola - Nando Cordel


Música - Irmão Chico - Nando Cordel


Aula sobre Jesus















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MUSICA
MULTIPLICAÇÃO  DOS  PÃES

Letra: Viviane Scalia
Musica: Domínio Público ( "Faça um Buraquinho...")

ESTAVA JESUS, ESTAVA JESUS
ENTRE A MULTIDÃO, ENTRE A MULTIDÃO
TODOS TINHAM FOME, TODOS TINHAM FOME
ESPIRITUAL E MATERIAL

NOSSO MESTRE ENTÃO, 
ENSINOU, ENSINOU
A FRATERNIDADE, A FRATERNIDADE
DIVIDIU O PÃO , DIVIDIU O PÃO
EM AMOR E IGUALDADE  -  BIS


aula - Jesus em Quadrinhos




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Aula sobre Jesus - Deixai vir a mim as criancinhas




Aula - Deixai vir a mim as criancinhas

BEM-AVENTURADOS OS PUROS DE CORAÇÃO
 
Tema: Deixai vir a mim as criancinhas 

Objetivos:
- Estimular a compreensão dos evangelizandos que quando Jesus diz: “Deixai vir a mim as criançinhas”, quer dizer: os humildes, puros de coração – esclarecer que a pureza do coração é algo a ser conquistado e praticado com esforços em ter e manter bons pensamentos e boas ações junto à vigilância dos pensamentos e da oração.
- Enfatizar que a pessoa bondosa é semeadora de felicidade, que sabe servir, compreender e ajudar. Aquele que é bondoso, cuida, ensina, consola, espalha alegria, fé e esperança por onde passa.
- Compreender que a bondade e a gentileza é fruto da fraternidade, que é oferecer ao próximo tudo aquilo que de melhor há em nosso íntimo;
- Esclarecer que a formação de bons hábitos é imprescindível para nossa reforma espiritual, e que devemos, portanto, buscar vivenciar a cada momento a bondade, gentileza, amizade, bons sentimentos, retirando de nosso convívio todo preconceito, seja de cor, raça, religião ou posição social.
Referências – O Evangelho Segundo o Espiritismo
Abordagens atuais:
- Jesus nos chama para fazermos a renovação de nossos sentimentos para nossa própria iluminação interior, baseados nas virtudes representadas simbolicamente nas crianças

Harmonização com musicas

Prece Inicial

Primeiro momento: DINÂMICA inicial


  1. Preparar em um copo uma mistura de água e limão, sendo que a maior parte seja de suco de limão.
  2. Colocar sobre a mesa dois copos, uma contendo água pura e a outra com a mistura com suco de limão.
  3. Convidar os evangelizando a provarem a água percebendo o sabor ácido e desagradável que contém um dos copos.
  4. Questionar porque a água de um dos copos não era agradável. 
Concluir-se-á que um dos copos continha uma mistura na água, e isso a tornava uma água que não era pura.

Segundo momento:

Assim como a água do copo estava impura ou, com uma mistura que a tornava desagradável para beber, será que o nosso coração pode ser como esssa água impura? E o que pode tornar o coração impuro?
Quando permitimos que o ódio, o rancor, mágoa, inveja e orgulho entrem em nosso coração e façam nele morada, nosso coração está impuro.
O coração é a morada da alma, onde guardamos os nossos sentimentos, sejam bons ou ruins.

Certa vez, Jesus ensinou sobre a pureza do coração, aconteceu quando algumas mães trouxeram seus filhos para abençoá-los, mas os discípulos afastaram as crianças impedindo que chegassem perto de Dele. E Jesus que ama muito as crianças, pois Seu coração é de uma criança pura em sentimentos, disse aos discípulos: “deixe que venham a mim as criancinhas”.

Jesus deseja que as pessoas adultas sejam como as crianças, que sintam como elas; e o que tem no coração de uma criança que faz com que Jesus recomende-a?

Porque a criança, com seus gestos humildes, desprovidos de maldade e egoísmo, é a verdadeira imagem da simplicidade e pureza.  Jesus tomou a criança então como o símbolo dessa pureza e nos ensinou que, para conquistar a felicidade, e possuir um coração como o D’Ele, nós devemos assemelhar a elas emHUMILDADE E SIMPLICIDADE.

Um coração puro é um coração sem maldade, vícios. Um coração puro é isento de todo o mal.
Para facilitar a compreensão, fazer analogia com um copo sujo de barro, que colocamos embaixo de uma torneira de água limpa: o que acontece? O copo vai ficando limpo. E se ao mesmo tempo em que jogamos água limpa, jogamos também lodo?

Questionar os evangelizando como limpamos nosso coração, e concluir que o nosso coração necessita ser limpo através das boas emoções pautadas no amor e na caridade cristã, como ensina esse Salmo: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável” (51:10).

A verdadeira pureza, segundo Jesus ensinou, a pureza da alma, são daqueles que sabem desculpar e perdoar as ofensas recebidas, daqueles que não desejam guardar as coisas só para si e compartilha o que tem, confia que nunca vai lhes faltar, e por amor aos semelhantes sabe doar de si o afeto e o alimento do corpo. São aqueles que sabem que precisam aprender muitas coisas e não ficam orgulhosos do que sabem e da sua posição no mundo; que amam toda a criação de Deus e a respeita, os animais, as plantas; é aqueles que respeitam os pais, família, amigos e todos semelhantes independente de sua crença, pobre ou rico, feio ou bonito, inteligente ou ignorante. São aqueles que fazem da caridade, perdão e fraternidade parte de sua existência. Todas essas coisas são características de um coração puro e limpo.

A pureza do coração é algo a ser conquistado e praticado com esforços em ter e manter bons pensamentos e boas ações junto à vigilância dos pensamentos e da oração.
Jesus com esse ensinamento nos chama a fazermos a renovação de nossos sentimentos para nossa própria iluminação interior, baseados nas virtudes representadas simbolicamente nas crianças, ou seja, a simplicidade, humildade, espontaneidade e a sinceridade que a criança de bons sentimentos possui.

Aquele que pensa, mas não faz o mal, é como se tivesse feito o mal. Estes têm impurezas na alma, mesmo sem fazer, pois a intenção existe e pode levá-lo a fazer. Por isso devemos conter os pensamentos, e transformar pensamento e intenção em bons pensamentos e ações. Deve ser assim, se penso em brigar e discutir, por exemplo, eu procuro desculpar, perdoar e ser amigo do ofensor.

Vamos concluir? Ter um coração puro significa não se manchar com pensamentos sombrios. Na maioria das vezes reagimos mal, porque nossas ações e nossas palavras nem sempre são com amor e no bem.

Às vezes, somos tomados por raiva, ciúme, inveja e outros sentimentos desagradáveis. Felizmente, Deus pode nos dar força para dominar esses sentimentos quando pedimos em preces para que nos auxilie com nossas más tendências.

Quando você sentir que está se deixando dominar pelo mal que habita ainda seu coração, pense em Jesus e se pergunte: Que faria Jesus em meu lugar? Ele iluminará sua consciência para pensar e agir nas leis de Deus.
Terceiro momento: 

ATIVIDADE DINÂMICA– Distribuir um coração recortado (grande) para colarem no peito (cartolina vermelha). Em seguida distribuir vários papéis com palavras de vícios e virtudes para separarem; os vícios eles irão jogar no lixo e as virtudes irão colar no coração. Poderão desenhar ou colar gravuras de ações boas.

ATIVIDADE - Fixação: Cartão de dicas
Que tal agora fazermos uma reflexão juntos sobre “Como eu deveria agir para ter um coração mais puro e evitar ações que me afastem desta reforma?”
Quais seriam as ações que são como a água cristalina que limpa o copo (nosso coração)?

Que ações/pensamentos/sentimentos são como o lodo (impurezas) que sujam o copo?


Sugestão:
Levar em folha A4, dobrada em forma de cartão, um Cartão com os dizeres: “Eu devo” e “Eu não Posso”.
Pedir para que cada um preencha seu cartão, fazendo uma reflexão individual sobre si mesmo, pois nossas impurezas variam em relação aos nossos colegas.

Reforçar com eles, que:
- “Eu devo” é aquilo que ainda não faço, mas deveria fazer, para purificar meu coração;
- “Eu não posso” é aquilo que ainda faço e devo lutar para deixar de fazer (as impurezas de meu coração).


Prece final
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Música - NÃO ACREDITEIS EM TODOS OS ESPÍRTOS - Nando Cordel


Artigo - Evangelizando Bebês

Evangelizando - Jornal de Lavras por Sheila Passos


Eis que o Semeador saiu a semear…
E a boa semente caiu na terra fértil do coração. 
Evangelizar é despertar a semente que habita em nossos corações. 
É promover o crescimento integral do Ser, considerando a imortalidade do espírito. 
Podemos estimular o despertar da semente em qualquer idade, porque todos precisamos de Evangelho e, muitas vezes, nosso coração está tão endurecido, que esse processo só acontece na madureza de nossa existência. 
Mas o Semeador não desiste nunca e, a cada estação de nossas vidas, lá está Ele estimulando o nascimento da semente em nós. 
A primavera é a estação mais propícia para a semeadura.
A criança é um Espírito reencarnado que está recomeçando uma nova existência corporal. Ao mesmo tempo em que é uma personalidade com características próprias, com experiências seculares, é, também, um espírito aberto às novas transformações. (1) 
Emmanuel nos afirma que, até os 7 anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação à nova existência que lhe compete no mundo. (2) 
Nessa fase, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. 
São cerca de três mil dias de sono induzido ou hipnose terapêutica que motivam o entorpecimento das recordações do passado, para que se alivie a mente na direção de novas conquistas. (2) 
Todo esse tempo é ocupado em prover a criança de novos conceitos e pensamentos acerca de si própria. (2)
Quando o bebê nasce, o cérebro pesa pouco mais de 300 gramas. Até completar o primeiro ano de idade, o cérebro vai triplicar o tamanho. As experiências que o bebê vivencia, multiplicam, vertiginosamente, seus neurônios, registrando sensações e emoções diante de suas descobertas, dando início a um processo de conhecimento de si mesmo e do mundo. (3) 
Dessa maneira, quando pensamos em colocar a criança em contato com o Evangelho de Jesus, devemos estimular que isso seja feito na mais tenra idade. (4) 
Hoje temos muitos recursos para evangelizar as crianças, que podem começar ainda bebês. Utilizando estímulos sensoriais, seja pelo toque, pelo cheiro, pelo gosto, pelo que ouve ou pelo que vê, vamos encorajando o bebê a explorar o ambiente, criando relações com pessoas, objetos, plantas e animais, para que possa descobrir sobre seu corpo e utilizar-se dele para conhecer o que existe ao seu redor. 
Nas aulas de evangelização de bebês, dividimos o tempo da aula em 4 partes e a cada 15 minutos, mudamos completamente a atividade, para que permaneça ativo o interesse do bebê. A atividade da criança é o brincar. É brincando que a criança descobre o mundo, é brincando que se inicia o processo de autoconhecimento, é brincando que se toma contato com a realidade e criam-se vínculos. É brincando que apresentamos Jesus e a Boa Nova que ele nos traz. 
É importante lembrar que o Evangelho é um código universal da Lei de Deus. 
“A verdade é que todos os livros e tradições religiosas da antiguidade guardam, entre si, a mais estreita unidade substancial”. (5) 
Vários Missionários trouxeram a Boa Nova: Fo-Hi, Lao Tsé e Confúcio, na China; Buda, nas crenças do Tibete; no Pentateuco, encontramos Moisés e, no Alcorão, vemos Maomé. Cada raça recebeu seus instrutores, como se fosse Ele mesmo. E Jesus, membro da comunidade de espíritos puros e eleito pelo Senhor Supremo do Universo, é o Governador da Terra. (5) Já era um Cristo há bilhões de anos, e participou de forma ativa na construção do Orbe, veio à Terra para nos ensinar a amar, vivenciando e exemplificando o Evangelho do Pai. 
Muitos espíritos trazem, em seus registros mais íntimos, uma resistência grande a tudo que se refere a Jesus. Há espíritos com marcas profundas, mágoas quase indissolúveis. 
É compreensível, porque, em todas as épocas, deturparam as lições do Cristo. A História relata diversos fatos tristes da humanidade. Esse é mais um motivo para aproveitarmos a fase infantil, em seu período mais inicial, para darmos outros registros mentais a estes espíritos eternos. 
Em nossas aulas com os bebês, iniciamos com a Gênese Planetária. Apresentamos o universo representado por um tapete para contar histórias. E um boneco de pano representando Jesus. 
Jesus entra manuseando o novo Planeta que está sendo criado: o Planeta Terra. E, a partir de então, a criança vai experimentar todos os Reinos: Mineral, Vegetal, Animal e Hominal. 
Vai utilizar-se dos sentidos para conhecer a água, as pedras e a terra. Vai comer, pegar e cheirar os vegetais. Vai tocar nos animais, sentir seu calor e suas reações ao seu toque. Ouve, cheira e beija seus semelhantes: os seres humanos. 
Vai aprender sobre a vinda de Jesus na Terra. Vai brincar com Jesus Bebê, trocar a fraldinha de Jesus, dar comidinha, entrar em sua casa e conviver com Maria e José. Vai participar do culto no lar com Jesus, vai aprender a ajudar as pessoas, a cuidar dos animais e da Natureza. 
Jesus vai crescendo e as crianças vão vivenciar as parábolas e as curas. Aprendem a dar passes, fluidificar a água. Descobrem que o espírito é eterno e que vai evoluindo. Aprendem que reencarnam e vão se tornando melhores. Até que as crianças também crescem e viram discípulos de Jesus. 
E chega o verão célere, cheio de cores, perfumes e estímulos mil e nossas crianças alcançam a adolescência, cheias de energia e disposição. 
É importante que, na proposta de evangelização para essa faixa etária, se tenha um programa ativo, envolvendo-os ao máximo em atividades em que possam utilizar seus talentos, dialogar com seus conflitos, serem estimulados a pensar, perguntar e que possam se expressar. É importante que o jovem se sinta pertencente ao grupo e se sinta querido, que sua opinião seja ouvida e respeitada. 
No Outono de nossas vidas, quando nos tornamos adultos, ainda necessitamos de Evangelho. O Evangelho, nessa fase, funciona como um direcionador de nossas atitudes. É uma fase muito produtiva, em que se busca constituir família e se fixar profissionalmente. 
O estudo minucioso do Evangelho, o miudinho, como é carinhosamente conhecido, funciona muito bem nessa fase, como norteador da família. Proporciona-nos aconchego, calma, reflexão e estímulo para aprimorar nossa conduta. 
Quando chega o inverno de nossa existência, época em que a experiência nos vinca a face e os sentimentos, o Evangelho funciona como bálsamo amigo, a nos curar as feridas, a consolar nossos corações, a alimentar, com esperança, a nossa alma dorida. 

E vem a primavera novamente… 
E, com ela, a grande promessa do recomeço. 
É como se ouvíssemos, novamente, a exortação de Jesus : “Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais…” (Mt 18:17,18) 

Sheila Passos

1) SOARES, Cíntia Vieira da Silva. Evangelizando bebês Goiânia: FEEGO 2011 
2) XAVIER, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. Religião dos Espíritos 7. , p, 111-113 
3) Revista Época de 10 de agosto de 2009 “Por dentro da mente dos bebês”. 
4) Sociedade de divulgação Espírita Auta de Souza. Deixai vir a mim as criancinhas: Como evangelizar crianças de 0 a 6 anos. Taguatinga- DF 2006 
5) XAVIER, Francisco Cândido. Pelo espírito Emmanuel. A Caminho da Luz FEB


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Laborterapia

Animais com caixa de ovos

Boa Dia !

Uma dica super legal para trabalhar com crianças: utilizar caixas de ovos.
Aproveite esta ideia e contribua com o meio ambiente reutilizando materiais!

Abraços fraternos
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Aulas sobre Jesus

A Samaritana no Poço de Jacob


PRIMÍCIAS DO REINO (CAPÍTULO 9 "A MULHER DE SAMARIA") - ESPÍRITO: AMÉLIA RODRIGUES / MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

A jornada do Mestre e seus discípulos fora longa: cerca de cinqüenta quilômetros.
A garganta ressequida, o corpo cansado e coberto de pó pedem linfa cristalina e refrescante.
Ao chegarem às cercanias da cidade, o Rabi assentou-se junto ao tradicional "poço de Jacó", nos terrenos que pertenceram a esse venerando ancião e foram legados a seu filho José, onde fica-ra sepultado.
Os discípulos subiram à cidade para aquisição de víveres e frutas, enquanto Jesus aquietou-se em profundo cismar, perdido na paisagem colorida.

* * *

Cântaro ao ombro, mergulhada em íntimas inquietações, uma mulher desce ao poço sob o Sol queimante e a pino.
Surpreende-se com o estranho olhar que lhe dirige o forasteiro judeu, que ali parece aguardá-la.
Atira, porém, o vaso sobre a água e recolhe o precioso líquido na bilha que repousa sobre o paiol.
Sente-se intranquila, como se algo estivesse para suceder-lhe.
Emoções desconhecidas tumultuam-lhe o espírito.
Quando se dispõe a tomar o vasilhame e retornar ao lar, ouve:
– Dá-me de beber!
Volta-se, surpresa, dominada por estranhos e profundos ressentimentos.
Como ousa aquele estrangeiro dirigir-lhe a palavra, atentando contra os costumes vigentes? – interroga mentalmente. Que homem é este que se atreve a dirigir a palavra a uma mulher, sabendo-se que ninguém ousava fazê-lo na rua, mesmo que fosse à esposa, filha ou irmã? Ignorará ele essa regra comezinha, parte integrante dos deveres sociais? E, solene, retruca, com proposital ironia na voz, com que extravasa a própria amargura:
– Como sendo tu judeu me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?
No vale, maio cantava através de mil cigarras no trigal; a estrada deserta e silenciosa perde-se montanha a dentro.
Jesus conhece as dissensões que separam os dois povos: judeus e samaritanos.
Não seria esta a única vez que Ele provocaria escândalo, afrontando costumes odientos e convencionais.
Tem uma mensagem a dar – mensagem de conciliação e consoladora.
Para isto deixara propositalmente a estrada do Jordão e subira as serras. Programara aquele encontro, desde antes...
Aquela mulher, Ele a escolhera para ser a condutora do seu aviso a Siquém.
Responde-lhe, então, sem aspereza nem revide, por conhecê-la, talvez, intimamente.
Sua voz é cantante, compadecida:
– Se tu conhecesses o Dom de Deus, e quem é o que te diz: dá-me de beber, tu Lhe pedirias, e Ele te daria água viva.
Vibrações incomparáveis estrugem no coração da mulher.
Guardava ânsias de paz e não sabia como ou onde encontrá-la.
Uma dúvida, porém, a inquieta.
O espanto dá-lhe à voz uma tonalidade de respeito.
– Senhor! – exclama – tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde pois tens a água viva? És tu maior do que nosso pai Jacó que nos deu o poço, dele bebendo, ele próprio, seus filhos e o seu gado?
Os olhos do estranho fulguram com um fascínio desconhecido.
A revelação não tarda; a mensagem espraiar-se-á no ar, embalando o mundo, quando Ele a enunciar.
– Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; – foi explícito – mas aquele que beber da água que eu lhe der, nunca terá sede, porque a água que eu lhe oferecer se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
– Dá-me dessa água – disse, pressurosa, – para que não mais tenha sede, e aqui não venha tirá-la.
Penetrara a mulher o sentido das palavras do Rabi? Desejava libertar-se da exaustiva tarefa ou buscava mais clareza no ensino?
Os meigos olhos dEle incendeiam-se e se fixam nos olhos dela, penetrando-lhe o recôndito do espírito.
– Vai chamar o teu marido e vem cá – ordena-lhe com brandura e segurança.
Ela se perturba.
Era uma pecadora, e Ele o sabia, – conjectura...
Esse era o seu tormento íntimo.
Quanto se sentia ferida, humilhada no seu amor, receosa!...
As lágrimas afloram e escorrem abundantes; a palavra empalidece o vigor nos seus lábios e, quase sem fôlego, esclarece:
– Não tenho marido...
A vergonha estampa no seu rosto moreno a própria dor.
– Disseste bem: não tenho marido; – confirmou Jesus – pois que cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.
Surpreendida, a samaritana não mais oculta a alegria, a felicidade.
Grita, quase:
– Senhor, vejo que és Profeta!
A mente está em desalinho.
Quantas dúvidas a atormentaram a vida toda!... Agora está diante de um Profeta de Deus. Deve aproveitar cada instante, reabilitar-se, encontrar a paz, por fim.
Comovida, interroga com docilidade.
– Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
– Mulher, acredita-me – elucida o Enviado Divino – que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
A mulher, perplexa, enche-se de ventura.
Tão indigna se considera, e, no entanto, fora chamada à Verdade, ouvindo o que nenhum ou-vido jamais escutara antes.
O Desconhecido olha em derredor, e continua com música harmoniosa nas palavras:
– Deus é o Espírito, e importa que os que O adoram, O adorem em espírito e em verdade.
A humilde "aguadeira" terá compreendido a grandeza universal do ensino?
Transfigurada pela revelação, deseja informar-se com segurança, e indaga:
– Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier – nos anunciará tudo...
A sinfonia imponente irrompe do coração do Mestre, e, ante a Natureza em silêncio e expectação, Ele conclui:
– Eu o sou; eu que falo contigo! Por isso digo que a salvação vem dos judeus.
O suor escorre-lhe pelo rosto rubro e másculo.
Já não há segredo.
Despedaçam-se as comportas do mistério e a verdade esparze alegria e consolo.
Não mais silêncios.
A mulher está conquistada.
O Reino amplia fronteiras entre os "desgarrados"...

***

Os discípulos retornam e "maravilham-se de que estivesse falando com uma mulher", mas nada disseram.
Tomando o cântaro, a samaritana demanda a cidade e, aos gritos, proclama:
– Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o Cristo?
Pela afeição com que se ligou a Jesus, primitivos cristãos, que se alentaram na sua coragem de proclamar as imperfeições, denominaram a Samaritana "A Iluminadora", que a tradição oral acatou e conservou até os nossos dias.






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Paulo de Tarso